Um passeio em Novo Airão - AM

                                          Novo Airão está localizada a pouco mais de 180 km de Manaus e, agora, é possível alcançá-la facilmente através da recém-inaugurada Ponte Rio Negro. A imponente obra de engenharia, que também se tornou um ponto turístico, eliminou o antigo sistema de balsas e as desgastantes horas de espera nas filas.
                                          A atração mais famosa da cidade é a possibilidade de interagir com os botos que regularmente visitam o flutuante da Dona Marilda.
                                          Há alguns anos, essa senhora e as suas filhas começaram a alimentar os botos que de vez em quando chegavam próximo às margens do rio.Os bichos gostaram tanto do agrado que passaram a voltar constantemente. O fato logo se espalhou e, hoje em dia, vários turistas vêem regularmente a Novo Airão para alimentar e ver de perto esse animal tão emblemático da fauna amazônica.  A entrada no flutuante custa R$10,00.
                                          Existe um livro de assinaturas das pessoas que visitam o flutuante da D. Marilda.
                                          Praça do dinossauro, naquele lugar, foram encontrados ossos de dinossauro e resolveram fazer a "homenagem".
                                          Observando a natureza em Novo Ayrão.
                                                    Hora de montar a barraca, na Praça do dinossauro.
                                           Uma noite de sono, e um treino para o Deserto do Saara.
                                           Retorno para casa, vale apena visitar Novo Ayrão.


TREKKING MONTE RORAIMA/VENEZUELA.






Em 2008 por incentivo do meu irmão e cunhado Coronel Paulo Sergio, surgiu a ideia de conhecer o Monte Roraima, quando retornei de Boa Vista-RR, organizei um grupo para está aventura.  


Este grupo se chamou COYOTES e era formado pelos aventureiros DINIZ, DARLENE, NONATÃO, ALAN, AMANDA E SILVIO, foram meses de treino e organização.

Ao fundo o grande TEPUY, em destaque a pedra do Maverik, tem este nome pois possui o formado de um carro Maverik.

Monte Roraima é indecifrável, exótico, primitivo, grandioso e totalmente desafiador. O lugar é uma espécie de elo perdido, é uma amostra real de como foi o começo da vida na Terra, podemos dizer que por alí o tempo não passou e nem vai passar. O Monte Roraima é um dos lugares mais antigos do planeta e já era muito antigo ainda na época dos dinossauros. Estima-se que o Tepuí tenha surgido quando ainda estava nas profundezas do mar, há 02 bilhões de anos.
   

                                      O Monte Roraima faz parte de um terreno montanhoso com centenas de outras montanhas chamados de TEPUIS localizado ao Sul da VENEZUELA (área escalável), extremo Norte do BRASIL e Oeste da GUIANA constituindo a tripla fronteira. Fica na Serra de Pacaraima, é o ponto mais alto da GUIANA, e a décima maior formação rochosa brasileira. Mais na Venezuela e na Guiana do que no Brasil,  o Monte Roraima é um dos pontos culminantes do país, com 2.875m de altitude. Uma das regiões mais antigas e desconhecidas, o Monte Roraima, em uma área de aproximadamente 500.000 km², está cercado por Floresta Amazônica onde se encontra uma grande diversidade de fauna e de flora. A região foi transformada em parque nacional em 1989.
O tempo parece ter parado no alto das incríveis montanhas erguidas naquela região. Suas formas cilíndricas com incríveis paredões cor de terra sustentam imensos platôs, como se fossem mesas, chamadas de tepuis pelos índios Pémon.

                                          A Venezuela mantém a posse da maior parte da montanha e ainda tem a vantagem de possuir a única rampa conhecida que permite o acesso ao topo, sem o uso de equipamentos.
                                          Para os aventureiros não há tempo para descansar após a longa caminhada. Diante de magníficas cachoeiras e um batalhão de pedras escuras alinhadas no meio da neblina, a emoção da chegada faz desaparecer qualquer sombra de cansaço.

                                                  
O Monte Roraima e um local bastante visitado, tornando-se uma Torre de Babel.






O nosso guia KIKO preparando o jantar.

Amanda uma guerreira.




  O MONTE RORAIMA se apresenta como um verdadeiro museu a céu aberto.

                                          Possuindo uma biodiversidade fascinante, com plantas carnívoras e um sapo preto do tamanho de uma unha. O Monte já inspirou filmes de Hollywood como o inesquecível "Parque dos Dinossauros" de Steven Spielberg e o mais recente "UP - Altas Aventuras", produção da Disney/Pixar, é a história de um vovô que cumprindo a promessa feita à sua mulher, realiza o sonho de viajar para "o mundo perdido", e que está localizado justamente no meio da floresta da América do Sul.


                                          Várias expedições que tentaram alcançá-lo foram mal sucedidas, diante das íngremes subidas cheias de pedras e agruras, sem nenhuma alternativa de caminho.
                                          Nas suas andanças para explorar o território da Guiana Inglesa, Sir Walter Raleigh, no final do ano de 1500, deparou-se com os tepuis.
                                          Não chegou a escalar o Roraima, mas em seu relato de viagem registrou ter visto uma montanha recoberta de diamantes. Por isso, o Monte Roraima ficou conhecido, pelos exploradores daquele tempo, como a Montanha de Cristal.
                                          O que o explorador inglês deve ter avistado de longe foi uma grande quantidade de cristais de quartzo que, ainda hoje, podem ser vistos soltos ou agrupados em flores enormes, espalhados por uma vasta área do Monte Roraima.



  
                                        
No topo, numa encosta rochosa, chamada de HOTEL, que projeta um teto de 4 a 5m, há pequenas cavernas, protegidas do vento, do frio e da umidade. Parece que o primeiro a usar esse lugar para descanso e pouso foi o marechal Rondon, na pioneira expedição brasileira demarcadora de fronteiras, em 1927.
                                          A fome, a sede e o cansaço da chegada são compensados com a beleza que rodeia toda a paisagem.
                                          O que mais encanta é a vista de uma alva massa de nuvens que, empurrada pelo vento, se choca com o 
Kukenán, irmão do Roraima, e com os demais tepuis enrolados na neblina.